Vitamina D, a vitamina do Sol

2010-11-04


Apesar de muitos alimentos se encontrarem enriquecidos com vitamina D e o raquitismo ter sido praticamente irradicado nas sociedades industrializadas, a deficiência de vitamina D continua a ser comum tanto em adultos como em crianças.
É de salientar o papel que tem esta vitamina na diminuição do risco de muitas doenças crónicas, nomeadamente cancro, doenças auto-imunes, doenças infecciosas e doença cardiovascular.
Sem vitamina D, apenas 10-15% do cálcio fornecido pelos alimentos e cerca de 60% do fósforo são absorvidos. Da mesma forma, a deficiência desta vitamina provoca fraqueza muscular (os musculos têm receptores de vitamina D e parecem requerer este nutriente para optimizar a sua função). Sabendo que a força muscular é um factor fundamental na prevenção de quedas e consequentes fracturas, a vitamina D tem um papel duplo na prevenção destes eventos: permite a fixação de cálcio no esqueleto e melhora a função muscular, diminuindo o risco de quedas!
As pessoas que habitam nas latitudes mais altas têm maior risco de desenvolver linfoma, cancro do colon, pâncreas, próstata, ovários e mama, e têm maior probabilidade de morrer destas causas do que as pessoas que habitam em latitudes mais baixas. A mesma relação foi encontrada no que diz respeito à doença cardiovascular e hipertensão!
Para além destes factos, existe ainda evidência científica que relaciona a deficiência de vitamina D com depressão e esquizofrenia.
Segundo o Dr. Hollick, as recomendações actuais deveriam ser revistas, no sentido de aumentar a prescrição para 800 UI de vitamina D3 por dia. A menos que a pessoa ingira óleo de peixe frequentemente, é muito difícil obter esta quantidade de vitamina através da dieta. A excessiva exposição solar, especialmente se causar queimadura, aumenta o risco de cancro de pele. Por isso esta deve ser moderada e o uso de suplementos pode ser necessário para fornecer as necessidades diárias de vitamina D.
Texto traduzido e adaptado a partir de excertos do artigo “Vitamin D deficiency” – New England Journal of Medicine, 2007. Autor: Michael F. Holick, M.D., Ph.D. (Boston University School of Medicine)