Cálcio de leite vs brássicas

2014-11-04


Título: “Absorção de cálcio da couve” Autores: Robert P Heaney e Connie M Weaver

Fonte: American Journal of Clinical Nutrition, 1990

A absorção de cálcio a partir da couve, vegetal da família das brassicas, foi medida em 11 mulheres e comparada com a absorção do cálcio a partir de leite, nos mesmos sujeitos. A fracção de absorção de cálcio a partir da couve foi de 0,409 e do leite foi de 0,321. As brássicas exibem baixos níveis de oxalatos e uma excelente absorção do cálcio, ao contrário de outros vegetais ricos em cálcio como o espinafre. Muitos vegetais de folha verde-escura são conhecidos por terem uma densidade relativamente alta de cálcio e, com excepção do espinafre, têm sido sugeridos com boas fontes de cálcio. Este estudo foi o primeiro que descreveu a absorção de cálcio da couve em humanos. Os autores selecionaram a couve-repolho por ser um vegetal com baixos níveis de oxalatos e contudo com um teor de fibra (como pectina) que são típicas em outros vegetais verdes. Por exemplo, o total de fibra da couve-repolho (2,6g/100gr) é similar ao do espinafre (2,3g/100gr). A couve-repolho tem ainda a mesma quantidade de ácido urónico do espinafre. E existem muitos tipos de variedades nesta familia de vegetais – as brassicas (ou crucíferas, termo em desuso) – sendo muitas delas conhecidas por serem ricas em cálcio, como os brócolos. A nabiça, a couve galega, também muito ricos em cálcio, são também desta família. Estes valores revelam algum grau de superioridade da couve em relação ao leite nos que diz respeito à taxa de absorção de cálcio. Parece claro que estes vegetais podem ser considerados pelo menos tão boas fontes de cálcio como o leite (em termos de absorção, não tanto no valor absoluto). Nota ao artigo: Nos dias que correm, com a procura de fontes alternativas de cálcio na alimentação, as brássicas parecem ser uma excelente fonte para quem não consome laticínios. Podem ser consumidas em sopas, estufados, salteados, purés, saladas, sendo a sua presença recomendada no dia-a-dia, desde que não haja contra-indicação.