Emoção e stress

Todos sabemos que sim, pois é difícil gerir essas emoções, é difícil adaptarmo-nos a elas.
Bioquimicamente, a elevação dos níveis de stress é expressa pela elevação do cortisol durante as 24h. Essa análise pode ser realizada através d euma colheita de urina nas 24h, tal como recolha de saliva. A análise de saliva é mais fidedigna relativamente ao estado crónico de stress, sendo a análise de urina um indicador válido, contudo pouco robusto, sujeito a variações agudas dos níveis de stress (o resultado será relativo ao dia da recolha e poderá não ser representativo, a não ser que o histórico de estilo de vida e análises repetidas assim o justifiquem).
A doença ou síndrome de Cushing, que se carateriza por produção excessiva de cortisol pelas glândulas supra-renais foi designado pela primeira vez em 1932, pelo neurocirurgião Harvey Cushing, muitas vezes referido como pai da neurocirurgia.
O primeiro artigo publicado, em que se relaciona alteração do estado emocional com elevado cortisol, data de 1962 e foi publicado na revista científica Journal of Psychosomatic Research pelos autores Davis J, Morrill R, Fawcett J, Upton V, Bondy PK e Spiro HM, com o título “Aprehension and elevated serum cortisol levels”.

Sem dúvida! Comer ajuda a aliviar o stress, todos nós já experimentámos essa sensação. E principalmente comer açúcar! Uma das razões pelas quais somos viciados em açúcar pode passar pelos nossos altos níveis de stress, seja oriundo das noites mal dormidas, do trabalho que temos, das preocupações, etc.
Em termos nutricionais o uso de refeições ricas em proteínas, gorduras saudáveis e boas fontes de açucares nos timmings certos, e até o uso de determinados suplementos (prescritos individualmente) constituem uma abordagem totalmente legítima à redução dos níveis de stress (cortisol).
(Fonte: “High-protein meal challenge reveals the association between the salivar cortisol response and metabolic syndrome in police officers”, artigo publicado na revista científica American Journal of Human Biology em 2015, pelos autores Baughman P, Andrew ME, Burchfield CM, Fekedulegn D, Hartley TA, Violanti JM, Miller DB.)

No âmbito da Medicina Preventiva, foram estudados os efeitos da prática regular de técnicas anti-stress (mind-body), como meditação ou yoga., no peso corporal de 61.704 pessoas com mais de 18 anos. Os resultados apontaram para o facto de que os praticantes regulares destas técnicas tinham menor probabilidade de terem excesso de peso ou serem obesos. Parece existir uma relação inversa entre a prática de técnicas mind-body e o peso corporal.
Bibliografia: “Mind-Body Practice and Body Weight Status in a Large Population-Based Sample of Adults” – artigo publicado na revista científica American Journal of Preventive Medecine, em 2015. Autores: Camilleri, GM, Méjean C, Bellisle F, Hercberg S, Pèneau S.